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O Que Motivou O Crescimento Do Teatro Popular No Brasil mais recente 2023

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O teatro popular no Brasil tem crescido significativamente nos últimos anos, e isso se deve a diversos fatores. Primeiro, houve um aumento na demanda por entretenimento de qualidade, o que estimulou o surgimento de novos grupos e companhias teatrais. Além disso, o governo tem investido cada vez mais em programas de incentivo à cultura, o que ajudou a dar visibilidade ao teatro popular. Por fim, a internet também tem contribuído para o crescimento do teatro popular, pois possibilitou que os grupos tenham mais acesso ao público e disseminem sua arte de forma mais ampla.

O Que Motivou O Crescimento Do Teatro Popular No Brasil

teatro popularreferido como um tipo de teatro destinado às camadas menos elitistas da nação. Um teatro feito em circos, praças e espaços públicos, por artistas mambembe, e sobretudo voltado para o gosto ingênuo do povo, por isso o teatro popular se relaciona com o humanismo europeu.

Muito em voga durante o século XX em todo o mundo ocidental, representado por grupos de atores pequeno-burgueses que idealmente tinham um teatro acessível ao povo e transformando a sociedade em uma sociedade popular e socialista. Para tais grupos, o dramaturgo e diretor alemão Bertolt Brecht foi o grande autor e inspirador.

O teatro surgiu a partir do século XV. O gênero de teatro popular recebe esse nome justamente por atingir todas as camadas da sociedade. Mas antigamente isso era feito de maneira bem diferente. Tudo baseado no improviso, com cenas ao ar livre, na rua e em espaços públicos. As peças, portanto, eram gratuitas e tinham o poder de transformar a mente das pessoas da época.

Histórico

No final da década de 1950, surgiu um público interessado em ver questões políticas abordadas no palco em um contexto nacional. Nesta tendência, duas tendências podem ser identificadas – uma de natureza regionalista e outra de natureza ideológica. Ariano Suassuna e João Cabral de Melo Neto podem ser incluídos no que Décio de Almeida Prado identifica como a Escola do Recife, que abrange vários estilos e períodos históricos, de Hermilo Borba Filho a Luiz Marinho. Nas peças de Suassuna, o povo é capaz de enfrentar o poder e até derrotá-lo. O nacionalismo é aqui uma consequência do regionalismo.

Em 1960, a fundação do Centro Popular de Cultura da UNE – CPC, marca o início de uma prática teatral voltada para a revolução social. Enquanto a vertente regionalista atribui ao teatro a tarefa de promover a sua popularização, no sentido de ir onde o povo está e falar a sua língua, o teatro revolucionário praticado pelo PCCh pretende ensinar ao povo um novo vocabulário, dando-lhe uma visão política do a vida deles. Se o teatro regionalista cultiva a religiosidade porque faz parte da cultura popular, o teatro revolucionário a bane porque é um instrumento das classes dominantes para promover a resignação. O golpe militar de 1964 interrompeu a atuação do CPC e seus dramaturgos migraram para o Grupo Opinião. No final da década de 1960, o Teatro de Arena e Opinião era responsável pelas peças e encenações mais importantes em consonância com um teatro brasileiro voltado para os problemas sociais.

Na segunda metade da década de 1970, considerando que a censura, o teatro de vanguarda e o teatro comercial criavam um “vácuo cultural” na história brasileira, intelectuais e artistas se uniram em prol de um teatro nacional-popular. O movimento retoma os princípios de uma dramaturgia crítica e realista, cujos melhores exemplos são Gota d’Água, de Paulo Pontes e Chico Buarque, 1975, e O Último Carro, de João das Neves, 1978.

Surgidos na década de 1990, os grupos Folias d’Arte, Companhia do Latão e Companhia de Arte e Malas-Artes são alguns representantes voltados para essa tendência, demonstrando que uma visão específica do “popular” ainda permanece em cena. Fruto dos tempos de censura e repressão, o teatro popular também tem seu lugar hoje, recontextualizado para uma circunstância política globalizada e neoliberal.

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A História do Teatro Popular

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